As artistas drag ocupam um lugar histórico e estratégico nas Paradas LGBTI+. Mais do que performances, seus corpos e linguagens são expressão de resistência, criatividade e afirmação de direitos, especialmente em territórios marcados por desigualdades sociais.
Na 17ª Parada LGBTI+ da Maré, que realiza o 2º Festival da Diversidade LGBTI+ da Maré, a presença de Negriny Venture, Kastelany, Danny D’Avalon, Desiree Cher e Lili Carabina reafirma a importância da arte drag como ferramenta de visibilidade, produção cultural e disputa simbólica do espaço público.





Em favelas como a Maré, a arte drag também cumpre um papel fundamental de construção de pertencimento, autoestima e memória coletiva, ampliando as possibilidades de existência para corpos historicamente marginalizados. Sua presença nas Paradas não é apenas celebração: é posicionamento político, afirmação de identidade e produção de futuro.
Valorizar essas artistas é reconhecer que a cultura LGBTI+ da favela é potente, diversa e essencial para a construção de uma sociedade mais justa e plural.
